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Mostrando postagens de 2013

Pudera! Você é o Grande Amor da Minha Vida

Acho interessante a minha capacidade de procurar em todos o que tu és. Acho interessante minha perspicácia em perceber que nenhum deles é tu. Acho interessante como sempre a história acaba sendo a mesma, porque tu quem deste início à ciranda. Acho interessante a forma como não consigo me desapegar de ti, mas tento me apegar em outrem para suprir tua falta. Acho interessante o buraco que deixaste e que todos acabam caindo nele. Acho interessante o fato de que talvez nunca tenha te passado pela cabeça o estrago que esse buraco faria. Acho interessante tudo em ti, menos o fato do sentimento que tenho por ti. É realmente interessante como eu dou vazão para que os outros façam o que tu fez, embora a diferença seja a de que eles fazem muito pior do que tu fizeste. Quando eles caem nesse buraco que tu deixaste, eles só fazem cavar mais fundo e por mais que eu diga que não precisa cavar mais, eles insistem. Anseio o dia em que eu mande esses coveiros (coveiros por hobby) embora e v...

Rosa Vermelha

Numa noite dessas, estava eu caminhando numa daquelas praças desertas e mesmo alheia percebi uma mulher, sentada numa das extremidades do local chorando perturbadoramente. Chorava tão alto, que mesmo imersa em pensamentos, fez-me tornar à realidade. Diante mão, fiquei receosa em oferecer-lhe ajuda, pois nunca lidei muito bem com estranhos, na verdade, eu sou muito tímida e mesmo assim cheguei perto dela e perguntei se estava passando mal ou algo semelhante, se eu poderia ajudá-la de alguma forma... Quando ela levantou o rosto para me ver, vi que seu estado era péssimo e devido aos seus trajes, tinha saído de algum lugar festivo; sua maquiagem estava toda borrada e notei que ela carregava uma rosa na mão esquerda. Ela me olhou, não falou nada e voltou a chorar. Deduzi que se tratava de alguma desilusão amorosa e muito provavelmente, daquelas bem desoladoras. Visto que ela nada me falou, sentei ao seu lado e a abracei mesmo que não fosse do seu agrado, pois entendo que às vezes tudo o q...

Dolcezza

Presa em um quarto com paredes brancas e nenhuma mobília, ela pensa em quem poderia tê-la prendido ali. Mas ninguém vem a sua mente e depois ela acaba acreditando que prendou a si, não num quarto branco, ela acredita estar presa em seus pensamentos, em suas lembranças vagas, em acontecimentos não acontecidos, em pessoas desconhecidas, em tudo o que não convém e tudo isso chega no quarto branco onde ela está encarcerada e que por algum instante quase sufoca pelas imagens nada significativas que chegam torrencialmente. Ela quer se libertar, ela está lutando por isso, mas o esforço é em vão. Ela tenta ir para o início para poder raciocinar como chegou a esse estado de latência, como conseguiu aprisionar-se e o porquê dessa cor tão incômoda aos seus olhos. Então ela descobre que não há um início, pois ela sempre esteve aprisionada ali, mas o despertar por essa ideia a faz perceber que se notou que não tem início, agora ela pode criar um final, uma saída da prisão, logo agora, agora que ...

''De Novo''

Eu costumo me esquecer do mundo, isso inclui as pessoas que nele estão inseridas. Mas infelizmente, eu foco em outras, que por ora, acredito serem de outro mundo. Isto é, acredito fazerem parte do meu mundo, meu pequeno mundo, meu mundinho seleto, o qual dou tanta importância, que acabo esquecendo de viver o real mundo, aquele em todos habitam e que habito e que me esqueço de habitá-lo. Eu sou assim... vulnerável, fraca, tola, iludida, insana. A certeza de que um dia estas folhas que estão no chão irão sumir e que novas folhas brotarão nas minhas belas árvores, nas árvores que são só minhas, deixa um espaço preenchido e ao mesmo tempo vazio dentro de mim. Saber que novas folhas nascerão, é o meu fuzilamento, é o meu carma temporário, é o meu exílio do mundo real. Ao mesmo tempo é o surgimento de novos sentimentos, novas pessoas, novas sensações, novos ares, novos suspiros, novos pensamentos. É o que podemos chamar de ''tudo novo de novo''.  Não sei se ainda aguento...

Snow

Ele sentiu um frio, frio inesperado, insuportável frio. Nevou quando ele menos esperava, quando ele menos estava preparado, quando ele estava usando roupas inapropriadas, quando ele pensou que faria um sol escaldante em sua vida, mesmo sabendo que estava no outono. Como poderia nevar? Sua única opção era buscar roupas quentes e resguardar-se em casa, no conforto da sua cama, debaixo do edredom novinho em folha, que comprou assim que notou a neve cair. Tudo tão novo, o fato dele nunca ter visto neve tornava tudo tão diferente e ao mesmo tempo, intratável. A confusão de não saber o que fazer, de não saber se saía para fazer anjos de neve ou se fazia um chocolate quente e ficava à beira da lareira pensando na vida e em como tudo tinha mudado abruptamente. ... Depois de haver indagado bastante a si, tornou a pensar que a melhor escolha seria ficar em casa, isolado, quente, confortável, pois o frio ininterrupto era insuportável e ele já não aguentava mais viver e sobreviver ao inver...

Será Que Um Amor Cura Outro?

Eu ainda estou me perguntando isso... Nunca pensei que tu pudeste sair do meu coração. Nunca pensei que eu me apaixonaria novamente. Sim! Paixão! Na verdade, não sei de verdade o que sinto, embora eu saiba que eu sinto alguma coisa. Coisa? Mas que bela palavra para um sentimento.  Eu não sei, de fato, o que acontece. Parte de mim acredita, parte de mim quer desacreditar.  Eu quero, mas isso é algo que não apenas eu deva acreditar.  Deixa para lá, no fundo eu sei que é impossível. No fundo, não passa de mais uma historinha sem começo, mas com infinito fins. Se dessa vez fosse diferente, se ao menos dessa vez fosse diferente, eu agarraria com unhas e dentes isso.  Eu cansei do incerto, eu cansei de esperar. Eu já cansei de tanta coisa...  Eu não quero mais uma desilusão amorosa na minha vida, eu não quero mais coisas que não me façam bem.  Eu desisto do improvável, do intangível, do inalcançável.  Eu desisto de desistir, por isso dessa ...

Lua Vermelha

Ela estava no mar contemplando as nuvens, aquelas nuvens que às vezes tomam formas engraçadas. Gostava de imaginar formas até que não condiziam com os formatos reais das nuvens. Gostava de viver nas nuvens, de imaginar-se tendo uma vida sólida e promissora em meio a tanta "maciez" e brancura. Ela achava que apenas nas nuvens ela era capaz de moldas as situações, as experiências de vida, as vontades, as crenças e o seu verdadeiro destino. O destino que ela acreditava ser o dela, não aquele que dizem que Deus determinou. Gostava de ver sua face refletida, pois imaginava ser a face de outra criatura. Tudo o que refletisse sua face tinha um significado não muito comum, porque de fato ela não se via, ela via o que ela gostaria de ver, o que ela gostaria de ser. Os dias tendiam a ser menos duradouros que as noites. Suas noites eram por demais intensas e a faziam sentir-se viva. Seus hábitos noturnos pouco convencionais aos olhos da maioria, eram proveitosos em gênero, nú...

Meu Número 6, Minha Exceção

As imagens que se passam na minha cabeça são desconexas e aterradoras. Vejo cores, várias cores bruxuleantes nos refletindo na plateia, que no momento se encontra vazia, embora nós possamos sentir que apenas nós dois enchemos aquela plateia mesmo estando no palco. A confusão de sentimentos toma total espaço dentro de nós e sei que estamos à beira da plena felicidade, ainda que na corda bamba, nós estamos chegando ao outro lado, o lado que juntos queremos encontrar. Fitas e cordas pendem do teto enquanto dançamos uma coreografia inventada às escuras, mas que segue uma sintonia perfeita, conseguindo encaixar e afastar nossos corpos como se nos pertencêssemos e deixássemos de nos pertencer simultaneamente. Eu tento fugir dessa dança, porque sei que talvez me deixe levar demais, porque sei que ainda não está na hora de outra dança nem de outra música, mas o que eu sinto quanto me tomas em teus braços é a mais pura redenção. Fico prestes a gritar que não me largues nunca mais, que dan...