Postagens

Mostrando postagens de 2014

A Filha do Vento

Desculpa-me por não poder ser o que possa te felicitar. Eu não sou o que almejo ser para mim, como posso ser para ti? Não consigo ser antes de ser de verdade. Quando primeiramente eu for, serei. Eu me culpo pelas minhas adversidades, assim como alguém que se culpa por saber tomar as decisões corretas e toma as erradas. Enquanto tu vens ao meu encontro, eu me afasto. Não me sinto preparada para a dedicação que se faz necessária e que é essencial para o outro num relacionamento. Talvez quando eu me perceber, me achar, me dedicar, me conhecer o suficiente para conseguir sentir eu mesma, eu deixe tu vires e/ou permanecer por tempo indeterminado, até que uma das partes não consiga mais ser o que tentou ou prometeu ser um dia. Tu sabes que a culpa vem apenas de mim, tu sabes que eu me sinto incapaz e assim sendo, não quero que tu sintas ou ao menos perceba essa incapacidade. Os dias são nublados e as noites chuvosas. O meu inverno, o inverso ao qual me adequei. Enquanto eu...

Baú

Esse texto eu reservei pra ser um desabafo. Não haverá poesia, literatura em si, nada que remeta a algo mais relevante. É simplesmente um desabafo, ponto. Hoje, foi um dia de celebração, celebrei Ostara com meus irmãos pagãos e isso fez eu me sentir bem. Ostara é a chegada da primavera e dessa vez, a primavera fez sentido pra mim. Eu sempre concilio mais o inverno como uma forma de cultuamento e a primavera pra mim sempre foram começos frustrados, começos que talvez não deveriam nem começar. Eu sempre encerro essas primaveras nos outonos, embora sempre perceba o que há de melhor das estações quando é chegado o MEU inverno. E eu amo o meu inverno, ah, e como amo! Mas estamos na primavera e eu não quero anteceder o outono, porque essa será a primeira vez que encerrarei o que há para encerrar na linda primavera. Vou quebrar tabus e agir ao menos uma vez de forma diferente para que as mudanças não me pareçam assustadoras como sempre parecem ser. Hoje foi um dia de muitas mudanças,...

Meus Pontos Finais

E começarei citando-a: "Suponho que me entender não é uma questão de inteligência e sim de sentir, de entrar em contato... Ou toca, ou não toca." (Clarice Lispector) Por que os humanos sempre tendem a recorrer a alguém para desabafar, quando na verdade apenas eles mesmos podem resolver seus problemas? Precisam crescer e talvez isso demore mais do que já tenhamos calculado. Ingenuidade não é mais um dos meios pelos quais podemos recorrer. Ingenuidade no que diz respeito à vida, é sinônimo de tolice. Ou não. Apesar da obviedade das palavras, sinto necessidade em escrevê-las: as descobertas vividas são bem mais difíceis que às teóricas, por assim dizer. Viver é mais profundo que nosso real conhecimento sobre viver. É avassalador, destrutivo, eficaz etc. e todos os seus antônimos. Viver é tão ambíguo e não equivale ao saber viver, pois são definições estupidamente diferentes.  Saber concerne ao conhecimento (podemos colocar aqui como um conhecimento teórico), enq...

Então é assim que acaba?

Parei pra pensar que uma das coisas que mais odeio na vida é hipocrisia, embora tenha me dado conta que isso tenha contradição dentro do contexto que vivo. Constantemente digo que estou esgotada, que vou parar de repetir os meus erros, olho os erros dos outros e penso saber a solução; quando na verdade eu não resolvo nem os meus problemas, quem dirá o de outros. Sempre repito os meus erros, como posso achar que o erro de outra pessoa poderia ser facilmente solucionado com a minha suposta solução? Infelizmente eu tenho que admitir, que às vezes, acabo me tornando àquilo ao qual eu mais tenho repulsa. Hipócrita. Creio ultrapassar os limites da estupidez. Talvez a sabedoria tenha sido algo a qual não fui agraciada. Sinto raiva, muita raiva de mim mesma, dos meus constantes atos, de tudo o que me torna o que sou. Eu sinto vontade de mudar, eu sinto vontade de ser outra pessoa, não uma pessoa que já exista, não alguém que eu me espelhe, eu só quero ser eu mesma sendo outra e por assi...

Inverno

Finalmente chegou o meu inverno .  É bom estar na fossa, mas sem motivos para estar na fossa.  Escutar músicas melosas, mas não lembrar de ninguém, não sofrer por ninguém nem amar ninguém. Espero que essa época de inverno não vá mais embora. Amor no contexto que abrange apenas a mim, se mostra e se faz muito doloroso, então é por esse e outros motivos que não convém mais lutar para tê-lo. Fui até onde pude, fui até depois do que eu pude até, embora talvez tenha sido pelas pessoas erradas, pelos motivos errados e quem sabe, nas circunstâncias erradas. Acho que cresci, só que ao menos desta vez, acho que cresci de verdade sem mais nem menos.  Não me reconheço mais naquela garota que chorava, que sofria, que roía por motivos nem sempre nobres. Talvez, apenas talvez, eu tenha amadurecido. E sim, em minha visão crescer é bem diferente de amadurecer. O que eu compartilhava outrora, hoje já não significa mais nada. O que eu senti, já não significa mais nada. As pessoas...