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29 de novembro de 2021

Tô aqui de novo. Pensei que só escreveria alguma coisa pra Guilherme em ocasiões como aniversários, mas hoje é o teu aniversário e acabei de te mandar uma mensagem no Whatsapp. O que eu posso falar sobre isso? Eu fiquei me perguntando se deveria voltar a escrever sobre tu de novo, mas eu precisava de alguma forma tirar, sabe? Então vai ser mais uma vez assim. Eu passei o dia todo pensando em tu, no fato de ser teu aniversário, de como eu queria falar contigo, de como queria tá contigo, enfim... Tá vendo como meu apego a tu tá demasiado? A gente sabe que o fato de eu ter te mandado mensagem foi na esperança de reatar nosso laço que eu nem sei se existe ou se já existiu. Eu quis me enganar dizendo que era porque queria te desejar coisas boas, mas bullshit , eu só queria que tu soubesse que eu não esqueci teu aniversário e como penso em tu a ponto de mandar mensagem dizendo que lembrei. Claramente tu poderia somente me bloquear, sim, mas por algum motivo não fazemos isso né? E talvez mais...

Qualquer Coisa

Soltar. Quando eu acabei aquela mensagem dizendo que não somos histórias isoladas, mas sim uma vida cheia de histórias, eu sei o que eu quis dizer, embora não seja isso que esteja acontecendo no último mês. Talvez eu nunca tenha sentido tanto com o "adeus" de alguém, talvez isso não tenha acontecido desde que Guilherme surgiu na minha vida, talvez eu esteja exagerando também, talvez muitas coisas. Não tô conseguindo soltar a história ancorada pela ilusão que outra pessoa me incutiu porque parece muito que se por um lampejo ela fosse verdade, ela seria a história mais bonita de ser contada a todo e qualquer ser humano. É isso o que acontece quando tu se apaixona, é o que acontece quando tu condiciona tua energia ao outro e passa a respirar conforme ele permite e isso tudo dói, sim, dói fisicamente. Talvez a pior parte seja a dor física, mas a emocional, a dor emocional que me faz chorar quase todos os dias também é muito insuportável mesmo que já tenha se passado um mês. As mú...

Ah, o mar!

Começou estranho, começou parecendo quase como um sonho. Tentei me enganar como quem tenta acreditar que cobre é ouro. Coloquei todas as minhas cartas na mesa, falei todas as possíveis jogadas, eu fui tão límpida e clara quanto o oceano pacífico mesmo que o meu íntimo dissesse que não, que aquilo era só mais um jogo com integrantes diferentes. Eu quis mesmo, eu quis acreditar numa falsa ilusão composta por palavras bonitas e uns gestos de quem parece querer jogar o jogo de forma limpa. Ledo engano. Quando percebi, já não estava mais ali, quando dei por mim, tinha mergulhado num mar revolto, quando vi, estava me afogando em mar aberto e quanto mais eu tentava gritar por socorro, mais eu engolia água. Esse é o preço que se paga por se jogar num revolto, o preço que se paga por sequer estar com um colete salva-vidas. O mais irônico é que o colete me foi entregue em mãos, eu segurei, eu senti e não quis vestir. É impossível querer que a natureza aja contra a sua natureza. O mar é o mar e é...

Não Pode Ter Emoção

 Deitada na cama que nossos corpos suaram, eu pensei em como não faz mais sentido atribuir sentido a isso. Levantei, tirei os lençóis, troquei as fronhas, pus no balde de roupa suja, tomei banho, escutei umas músicas, parei pra ouvir o mesmo episódio pela enésima vez do podcast que eu mais escuto e agora eu estou aqui pensando em como pôr em palavras as emoções contidas, mas no intuito de deixar aqui e superar isso. Parece fácil no começo quando você tenta se convencer de que "é só tesão, é só sexo, é só isso", embora todo mundo saiba da impossibilidade da falta de emoção num momento em que teu corpo se confunde com o do outro. Passei muito tempo fantasiando sobre como seria a transa que me faria realmente firmar minha ideia sobre sexo, eu tive algo, mas se isso foi firmado? Não, eu sei que as coisas não se definem dessa maneira e a ânsia por querer de novo me coloca na posição de atribuir valor. Acho que não adianta tentar me desfazer da tua energia, quando na verdade ela tá...

Ordinário

Levar bronca de espíritos desencarnados é mole, eu quero ver fazer o que tem que ser feito depois da surra de palavras.  Bem, a gente já sabe que não é novidade alguma a minha tendência a autossabotagem e minha perseguição infindável por alguém para acalentar meu desconforto interno. O mundo continua sendo o mesmo, as pessoas continuam mudando e eu continuo nesse ciclo vicioso que só me corrompe todos os dias. Já faz tempo que eu digo que quero mudar, já faz muito tempo, embora eu saiba que não me esforcei minimamente pra isso acontecer. Tem coisas na vida que vão te matando aos poucos e eu sinto como se minhas ações sempre contribuíssem para essa queda nesse precipício que parece não ter fim. Essa busca por completar a falta de mim tá me deixando exaurida. Abri mão, deixei ir, percebo que não faz mais sentido ir atrás do que eu chamo de oportunidades. Luziara me deu vários tapas sem mão e permanecer nessa inércia vai me levar a um tipo de permanência que eu não quero.  Faz te...