Ordinário
Levar bronca de espíritos desencarnados é mole, eu quero ver fazer o que tem que ser feito depois da surra de palavras.
Bem, a gente já sabe que não é novidade alguma a minha tendência a autossabotagem e minha perseguição infindável por alguém para acalentar meu desconforto interno. O mundo continua sendo o mesmo, as pessoas continuam mudando e eu continuo nesse ciclo vicioso que só me corrompe todos os dias. Já faz tempo que eu digo que quero mudar, já faz muito tempo, embora eu saiba que não me esforcei minimamente pra isso acontecer. Tem coisas na vida que vão te matando aos poucos e eu sinto como se minhas ações sempre contribuíssem para essa queda nesse precipício que parece não ter fim.
Essa busca por completar a falta de mim tá me deixando exaurida. Abri mão, deixei ir, percebo que não faz mais sentido ir atrás do que eu chamo de oportunidades. Luziara me deu vários tapas sem mão e permanecer nessa inércia vai me levar a um tipo de permanência que eu não quero.
Faz tempo que eu deveria tomar outro rumo, faz tempo que eu deveria dispender tempo para mim mesma, faz tempo que as luzes têm se apagado e eu continuo tentando enxergar no escuro, faz tempo que meu corpo padece pela falta de atenção, faz tempo que o mundo começou a não fazer mais sentido e que eu tenho tentado me agarrar a quaisquer sentidos que volta e meia surgem.
O sentido que tem feito sentido agora é não deixar mais o tempo escorrer pelos meus dedos e buscar em mim mesma o conforto que eu jamais poderei encontrar no outro.
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