Então é assim que acaba?

Parei pra pensar que uma das coisas que mais odeio na vida é hipocrisia, embora tenha me dado conta que isso tenha contradição dentro do contexto que vivo. Constantemente digo que estou esgotada, que vou parar de repetir os meus erros, olho os erros dos outros e penso saber a solução; quando na verdade eu não resolvo nem os meus problemas, quem dirá o de outros. Sempre repito os meus erros, como posso achar que o erro de outra pessoa poderia ser facilmente solucionado com a minha suposta solução? Infelizmente eu tenho que admitir, que às vezes, acabo me tornando àquilo ao qual eu mais tenho repulsa.
Hipócrita.
Creio ultrapassar os limites da estupidez. Talvez a sabedoria tenha sido algo a qual não fui agraciada. Sinto raiva, muita raiva de mim mesma, dos meus constantes atos, de tudo o que me torna o que sou.
Eu sinto vontade de mudar, eu sinto vontade de ser outra pessoa, não uma pessoa que já exista, não alguém que eu me espelhe, eu só quero ser eu mesma sendo outra e por assim dizer, ser alguém que ainda não existe.
Hoje em dia as prioridades são outras e mesmo assim, eu faço questão de deixar as prioridades de lado pra satisfazer as minhas vontades. O certo é o certo, de fato, mas o errado é o errado em sua totalidade e isso não muda nunca. O errado poderia ser o certo de vez em quando, o errado poderia ser satisfatório ocasionalmente, mas não é e isso me frustra. Frustra-me, porque sei qual o certo, mas insisto no errado.
Insistir no errado significa que sou uma pessoa errada por natureza? 

Não dessa vez, dessa vez eu vou fazer o certo. Dessa vez eu vou sentir orgulho de mim, dessa vez eu quero realmente fazer o certo. Nas outras vezes não era algo do meu íntimo, não era algo tão certo fazer o certo, já que o errado sempre me atraía mais. Escolher é algo chato, é difícil, mas quando tomada uma escolha, que não se volte mais atrás. A escolha é algo essencial hoje, daqui a pouco e sempre.

"Desaparece, me esquece e não volte atrás."

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