Baú

Esse texto eu reservei pra ser um desabafo. Não haverá poesia, literatura em si, nada que remeta a algo mais relevante. É simplesmente um desabafo, ponto.

Hoje, foi um dia de celebração, celebrei Ostara com meus irmãos pagãos e isso fez eu me sentir bem. Ostara é a chegada da primavera e dessa vez, a primavera fez sentido pra mim. Eu sempre concilio mais o inverno como uma forma de cultuamento e a primavera pra mim sempre foram começos frustrados, começos que talvez não deveriam nem começar. Eu sempre encerro essas primaveras nos outonos, embora sempre perceba o que há de melhor das estações quando é chegado o MEU inverno. E eu amo o meu inverno, ah, e como amo! Mas estamos na primavera e eu não quero anteceder o outono, porque essa será a primeira vez que encerrarei o que há para encerrar na linda primavera. Vou quebrar tabus e agir ao menos uma vez de forma diferente para que as mudanças não me pareçam assustadoras como sempre parecem ser.

Hoje foi um dia de muitas mudanças, foi um dia de colocar pingos nos "is", fora de fato o dia que deixei minha sombra me ensinar o que ela precisa ensinar: que não há batalhas sem dores, muito menos términos sem começos e que a vida é um eterno ciclo em que começamos e acabamos, às vezes até simultaneamente. Minha sombra mostrou que minha autossabotagem tem limite e que todo tempo é tempo de mudar mesmo que hajam N fatores que queiram te deixar num caminho mais inapropriado possível. Escolhas vivem sendo lançados na nossa frente para nos equilibrar/desequilibrar e as pessoas que estão à nossa volta podem fazer parte disso ou não, seja construtivo ou destrutivamente.

Há momentos que você percebe que ninguém é mais importante que você mesmo e que o mundo pode te dizer o contrário e te fazer pensar o contrário, mas a verdade, a real verdade (sendo pleonástica) é que somos donos dos nossos caminhos e que apenas nós podemos pôr trilhas e obstáculos. O mundo só percebe nossa real importância quando nós acreditamos na nossa importância e por mais clichê que isso seja, sempre será assim. Nós temos fraquezas, mas essas fraquezas existem para podermos trabalhar nossa força, porque a força só existe por conta da fraqueza, assim como os erros dependem dos acertos e sucessivamente. O mundo é tecido pelo equilíbrio que precisa ser imposto quer queira, quer não queira. Esses opostos, que são complementares, nos fazem perceber que a ideia de bom e ruim é ridiculamente deturpada, porque nossa interpretação de mundo como mundo é diferente da interpretação do colega que tá do seu lado.

Houve uma época em que tudo teve uma cor diferente, uma interpretação diferente; assim como todos os dias não são iguais; assim como o que eu fui ontem, não serei hoje, muito menos amanhã. Essa mutabilidade que nos faz sermos humanos e a falta dela que nos classifica como irracionais em diversas ocasiões.


Historicamente somos seres em constante evolução e evoluir nesse sentido há inúmeros significados.
Voltando ao que repeti anteriormente: evoluir também é uma questão de interpretação. No final acabamos sempre percebendo como tudo é relativo e dessa vez eu estou generalizando, o que quase nunca costumo fazer. Teu branco pra mim pode ser o meu preto e isso não me faz melhor nem pior do que tu. Uma vida traçada por decisões evolutivas religiosa, moral e psicologicamente é o que quero pra hoje... E talvez amanhã eu mude de ideia.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

O Poço

Não Pode Ter Emoção