Acorda, Amor...

Sempre o ensaio.

Sempre vivo às expectativas de um ensaio teatral, mas a peça parece nunca se realizar e eu me pergunto o porquê, embora eu saiba a resposta.

Fui acometida pelo erro, embora eu não saiba descrever exatamente o que é o erro nem o que foi ele. Aqui dentro tem um misto de sensações que talvez não me deixem dormir ou talvez só queiram que eu escreva. É fácil escrever, é fácil eternizar na escrita, difícil é a impermanência. Pensar na possibilidade conforta, mas aí vem a empatia... Reconfortante pra mim, mas e o outro? Reconfortante pra mim, mas e se for mentira? Esse é o problema principal, eu nunca penso na possibilidade de ser uma ilusão, eu sempre prefiro acreditar que é verdade, porque eu gosto da sensação que me causa. A verdade é somente essa: eu gosto da sensação que me causa. 

Se pensando bastante me vem ideias de rompimento, eu não sei o que aconteceria se eu não pensasse. Na verdade eu sei, se eu não pensasse sobre seria exatamente como sempre foi... Sem que seja preciso indagações. Gostar da sensação é meramente egoísta. Por quê? Porque não dá margem às possíveis opções que estão aí existindo.

Essa é a história da minha visa, é assim desde o começo, o apego tomando conta de um espaço maior que a compaixão. Vim de um retiro há uma semana e não sei o porquê, mas pensei que coisas mudariam, mesmo sabendo que a mudança não iria se dar tão rápido. Quero acabar o sofrimento, mas esqueço de refletir as atitudes que me fazem sofrer. As coisas que eu achava serem tão certas, hoje já parecem borrões causados pela distância e por eu não estar com o óculos adequado. 

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