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Eu morri sufocada pelo desejo de sentir.
Morri por não saber a dose de razão que tudo precisa ter.
Eu morri com um aperto no peito, daqueles que te dá quando tu se apaixona e não é correspondido.
Morri sufocada por mim mesma.
Eu morri engasgada com a quantidade de coisas que precisava falar e não falei.
Morri por ser demasiadamente ingênua.
Eu morri porque a ânsia era maior que meu corpo.
Morri por motivos que não são honrosos.
Eu morri pela quantidade de lama que me afogou.
Morri pela ideia insensata de achar que estava vivendo, mas eu morri porque não sabia viver.

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