Para-alguma-coisa

Um dia eu percebi que Deus dá o cobertor conforme o frio, que certas coisas acontecem porque por algum motivo serão benéficas, seja lá o que for.

Um dia o significado das palavras não mais correspondiam às suas definições, um dia eu perdi a confiança nos meus semelhantes, um dia eu entendi o que quer dizer a palavra hipocrisia.

É fácil e difícil relacionar o contexto da obra, o contexto da vida. Acontece! Coisas acontecem! Mudanças são necessárias, mudanças são adaptáveis. 

Tolos são aqueles que creem no lado negativo da força, tolos são os que olham sem enxergar, tolos são os que escutam sem ouvir, tolos são todos que subestimam a nós.

Por mais fácil que seja falar sobre essas coisas, não são. Uma parte dentro de mim teme a dor que talvez um dia eu possa vir a sentir, embora a incerteza de uma dor maior, seja um alívio.

Nem tudo o que reluz é ouro, nem tudo é o que parece ser. Passam dias, noites, meses e anos e buscamos o significado da vida de uma perspectiva diferente, intrínseca, indiferente, letal.

Vento, vento, vento... A passagem das coisas, a passagem de tudo definida e indefinidamente.
Buscando, buscando, buscando... Os fatos, as contradições, as lições, o mundo indefinido. O meu mundo!

A imparcialidade, a frieza, o homônimo, o ineficaz. Roda, roda, roda... E o encontro? E o desencontro? Dispensa. O brutal e o cruel, pleonástico? Unidos? Carne e unha? Que seja!

Já não nos valemos com palavras nem muito menos com atos. Estes nos comprovam o supérfluo, a leviandade, a ambiguidade. Dois lados da moeda? Cara ou coroa? Não sei.

Deixar, deixar, deixar... Desprender-se, tornar-se, ser.
Associações, fatos, associações, fatos.

Palavras soltas formando frases significativas. Será mesmo que isso que intitulam amor é mesmo amor? O que é isso? Talvez não passe de uma palavra, talvez não passe disso.

Solidão. Apagam-se as luzes, calam-se as bocas e fecham-se os olhos.

O que é não ter cabeça? O que é estagnar O que é perder o rumo? Ilógico! Paradoxo, para-alguma-coisa. 

Que seja!

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